Cosméticos sem dores
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O tema já é bem mais avançado nos mercados europeu e norte-americano, que oferecem uma gama extensa e variada de opções cruelty-free (e vegan também, embora em menor número). E a oferta vai, obrigatoriamente, aumentar. Em 1° de fevereiro, uma notícia histórica fez a alegria dos defensores dos direitos animais: a União Europeia anunciou o banimento definitivo dos testes em qualquer novo cosmético vendido nos países de seu território, mesmo que seja importado. A medida começará a valer a partir de 11 de março. E essa é uma boa notícia inclusive para nós, brasileiros. "Empresas que visam esse mercado terão de parar de fazer testes com animais", diz Mônica Buava Caliman, diretora do Instituto Nina Rosa, uma organização paulista dedicada a defender os direitos dos animais. É um contraponto e tanto à situação atual na China, país onde os testes são exigidos por lei. Assim, para conseguir uma fatia desse imenso e promissor mercado, empresas antes conhecidas por serem cruelty-free se renderam aos experimentos.
No Brasil, ainda não há novidades nesse sentido. O deputado estadual Feliciano Filho (PV-SP) tentou, sem sucesso, aprovar um projeto de lei que prevê que o consumidor seja informado, na embalagem, se o produto contém matérias-primas derivadas de animais ou que tenha sido elaborado através de método que utilize animal. O deputado federal Ricardo Trípoli (PMDB-SP) propôs um projeto de lei que inclui uma série de resoluções dedicadas a defender o bem-estar animal, mas que está parado há anos. "O consumidor tem o poder em suas mãos. É ele que pode mudar esse quadro", acredita Mônica Caliman. A webdesigner Claudia concorda: "Leis como a da UE são um começo, mas a mudança tem de ser mais profunda: na consciência de cada indivíduo".

